segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Segundo Capítulo - Do inútil

"Durante esse período (estava de três meses quando eles souberam da sua gravidez), quase ficou maluca. O egoísta do pai da criança (vou chamá-lo a partir de agora de “inútil”) então, o “inútil” era mimado pra caramba. Olha o absurdo, ele arrumou um trabalho de auxiliar numa marcenaria, o que já o deixou irritadíssimo porque segundo ele era um trabalho muito “puxado”. Mas como com 18 anos ele nunca tinha feito “nothing” na vida, o que queria?? Pois bem, um dia o “inútil” apareceu na escola, bravo (olha a situação) pq sua rinite tinha atacado por causa do pó da marcenaria e (olha o absurdo maior) que a culpa era todinha da Carol!!!!!!! Ela só não enfiou a mão na cara dele, pq o portão os separava-os. Fala sério, um verdadeiro imbecil, aliás, inútil!!!!!

O problema é que a relação de ambos foi daí para pior. Seus pais não queriam nem escutar os absurdos que um provocava no outro, mesmo depois de dois anos de namoro. Tudo bem que o “inútil” não era um exemplo de homem, mas Carol não foi lá uma santinha com o filho deles ( a verdade precisa ser dita... kkkkkkkk... ) O dito cujo não podia ver uma menina mais gostosa dando sopa, que não perdoava. Dizia que a amava, chorava, as vezes até se humilhava pedindo pra voltar, mas quando voltavam, lá ia ele fazer besteira. Mas aí, Carol decidiu ter as mesmas atitudes que ele, e claro, se ferrou. Quem levou a fama de galinha e mal caráter foi ela. Lógico. E bem feito, quem mandou cair nessa cilada de ciúme e traição? Vacilou!!!

Classifico a relação deles como “louca e imatura”. Foi muito intensa para um casal de 16 e 17 anos quando se conheceram. O sexo demorou um tempo pra rolar. Mas quando rolou, pegou fogo. Nenhum dos dois eram virgens, mas era como se fossem. Descobriram tudo juntos. Como estudavam na mesma sala, os dois repetentes diga-se de passagem, 1º colegial, não se desgrudavam. No começo foi maravilhoso. Ele era louco por ela, fazia tudo que queria. Mas infelizmente ela não percebeu o lado ciumento dele. E quando percebeu já era tarde demais, o envolvimento já estava num nível de casal maduro, sexualmente falando, pois de maduro os dois não tinham nada! Eram dois moleques que se achavam os adultos mas não tinham base psicológica pra enfrentar a barra de uma relação. Tinham vida sexual de gente grande, mas a cabeça de uma ostra. Camisinha nem sabiam o que era. Achavam o máximo dar uns pegas na escola, escondidos da galera. Falavam que iriam estudar e transavam a tarde toda. Onde? Na casa dele. A mãe dele era cabeleireira e seu salão era na sala. Subiam no quarto para estudar e ela fazia que não sabia o que estávamos fazendo. Sinceramente Carol nem sabe como não engravidou antes.

Com o tempo, essa intimidade foi desenvolvendo um sentimento de posse dele sobre ela, e claro, Carolina foi rapidamente contaminada, apesar de ter sido criada em um ambiente sem ciúmes ou qualquer sentimento de possessão. Seus pais são tranqüilos, tanto entre eles quanto com ela e com seus irmãos. Esse ciúmes fazia com que ele a proibisse de falar com tal pessoa, não podia pedir cigarro para meninos, só para meninas, não podia isso, não podia aquilo, e ela mantinha a recíproca verdadeira. Ela não podia, ele também não.

Esqueci de mencionar que Carolina tinha uma mania: escrever. Escrevia muito toda vez que se sentia triste, amargurada, ou feliz, contente. Na verdade, toda vez que queria ser sincera consigo mesma ela escrevia cartas (naquela época o e-mail estava nascendo). Algumas ela entregava para as amigas mais próximas, mas a maioria ficava guardada em sua gaveta, que depois teve que ser trocada por uma caixa, por causa da quantidade crescente. Em uma delas ela escreveu sobre o assunto:

Um dia perderam o respeito um pelo outro e em uma de suas inúmeras brigas se xingaram e ela partiu para cima dele. Os amigos tentaram separar, mas eles também estavam de saco cheio desse negócio de “separa-volta-separa-volta” que viviam. Inclusive já tinham perdido a credibilidade... rsrsrsrsrs... ninguém nem mais acreditava quando juravam que era pra sempre a enésima separação, pois não era! Hoje Carol lembra disso com certa graça, mas na época foi punk. Bota punk nisso. Bom, depois de uma semana seus pais souberam da briga e Carol foi obrigada a ir dar queixa na delegacia (olha o nível) e como desgraça pouca é bobagem, além do delegado dar em cima dela (que nojo, velho babão) ele subornou os pais do “inútil” para retirar a queixa. Só mesmo com ela essas coisas aconteciam...

Talvez você esteja se perguntando: tudo isso aconteceu antes ou depois da gravidez? Incrivelmente antes! Tanto Carol como os amigos e familiares se perguntavam como foi capaz de depois de tudo isso, ainda transar com ele? Sei lá, não dizem que “existem mais coisas entre o céu e a terra que nossa vã filosofia a de entender”, então? Essa é uma delas... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... Podem chamá-la de louca, pois ela se considerava assim mesmo. Hoje, depois da maturidade forçada que chegada do bebê trouxe ela encara as coisas de outra maneira. E não podia ser diferente, né?!"

Um comentário:

Rosana disse...

Isso é incrível!!!Mas acredito que no fundo no fundo Carol sabe pq teve um último encontro com o "inútil". Essa história de "coisas que acontece entre o céu e a terra...blá blá blá" é pra boi dormir....rs...rs..... Acho que Carol achava ele já inútil (mas não a tal ponto qto agora) e nunca ia imaginar que o "inútil" poderia engravidá-la, afinal de contas, um "inútil" não serve pra nada, a não ser pra "dar" uma boa a ponto da Carol não resistir as quatro paredes do "inútil". Amor de pica qdo bate fica....kkkkkkkk Será que ela já ouviu essa frase???

bjssssssssssssssssssssss Rô

E realmente esse cara é um "inútil"!