segunda-feira, 16 de março de 2009

Uma conversinha muito peculiar.

Fazendo de conta que o Lula fala inglês ou que o Obama fala português, o que seria mais provável, descrevi essa conversa:
"-Bom dia, mister Lula.
-Bom dia Osama, ops, Obama. É um prazer nunca imaginado antes na história de minha vida, conhecer um presidente dos EUA, que teve sua origem no povo, como eu tive. Tenho certeza que nossa relação será muito prazerosa...
-Mister Lula, fico também muito honrado com sua visita.
-Se convidar, nois viremo outras vezes. Com certeza.
-Mister Lula, quais são suas reivindicações, mas principalmente suas ideias em relação à crise financeira mundial?
-Primeiramente, essa crise não pode ser chamada de mundial, pois ela foi gerada por apenas alguns países, mas como sempre, quem paga o pato é a gente, mesmo tendo feito a lição de casa direitinho. Mas indo direto ao ponto, pois não sou homem de rodeios, defendo a estatização dos bancos para que o dinheiro volte ao mercado. Mas já deixo claro que essa ideia não foi meu amigo Fidel quem me sugeriu não. Nem o Dirceu. Bom, outra reclamação é o fim do protecionismo, pois só assim poderemos negociar melhor o biocombustível e seus derivativos, como uma cachacinha boa de Minas que tenho lá em casa, você precisa experimentar.
-Ok, Mister Lula. Vamos conversar melhor sobre esse assunto depois, por intermédio de nossos secretários. But, ouvir dizer que você sugeriu que a melhor pessoa para por um ponto final na crise seria um tal de Ronaldo...
-Obama meu amigo, bem se vê que o senhor não conhece nossa cultura, nossas riquezas. O tal Ronaldo é o salvador da pátria, o cara que vai salvar da crise, mas não o mundo, e sim o Corinthians. Pra se ter uma idéia, entre seus amigos ele é conhecido como presidente, tão grande é sua capacidade de liderança. Mas cá pra nóis, como é que o senhor não conhece o Corinthians? Ele é o único campeão mundial reconhecido pela Fifa!
-Não sou muito chegado a football. Prefiro outros esportes. Mas voltando ao assunto, aos EUA interessa muito o mercado brasileiro e uma boa relação com toda a América Latina. Esperamos contar com sua ajuda nessa missão.
-Companheiro Obama, estou convencido de que o mais importante agora é a gente não ficar dando dinheiro aos bancos, pois eles não estão repassando essa ajuda para a população, mas isso na verdade sempre foi assim né?! Outra coisa, se precisar de uma ajudazinha com essas pessoas que estão ficando sem moradia, principalmente no estado da Califórnia, manda seu pessoal para o Brasil ver como fazemos com nossos moradores de rua e como montamos uma favela. Tem também o bolsa-família, que não ajuda muito, é verdade, mas com certeza garantirá a sua reeleição.
-Mister Lula, fico feliz em saber que os EUA podem contar com sua ajuda e compreensão. E também ouvi dizer que tenho muitos amigos no Brasil, it´s true?
-Se é tru, eu não sei, mas que no Brasil a população gosta de um negão que venceu na vida, isso gosta. Principalmente um negão boa pinta como você.
-Ok, ok, rsrsrs. Aqui está uma Constitution Box , uma lembrancinha de nossa evoluída e enxuta constituição. Espero que goste.
-Claro, obrigado. Nossa, como ela é pequena, né?! E pensar que aqui dentro estão todas as leis que regem esse país... Impressionante! Bom aqui está um prisma feito de pedras brasileiras. Assim o senhor não precisa comprar de nenhum contrabandista sem vergonha. É lindo! Espero que sua esposa também goste
-Of course, mister Lula. Obrigado por sua visita e pelo lindo presente.
-De nada. Olha, vou voltar mais vezes. E dá próxima vou trazer minha esposa, ela adora dar umas voltas por aí.
Os dois se abraçam, batem nas costas um do outro e mais tarde, fazem o seguinte comentário aos seus assessores, respectivamente:
-Esse cabra é bom! Vamos nos dar muito bem, pois ele me escuta, gosta de minhas idéias e me deixa falar. Estou convencido do sucesso de nossa amizade.
-Gostei do Mister Lula, apesar de ele falar demais...”

Um comentário:

Jéssica disse...

"Seri" que seria assim mesmo?? Acho que ele levaria a cachacinha e não o enfeite de pedras....
Oh maldade, mas apesar de tudo eu gosto desse nosso conterrâneo...