segunda-feira, 4 de maio de 2009

Possibilidade improvável.

“Seu Pedro, primo de Senhor Guilherme, estava no carro com sua mãe e seu querido irmão, o Dr. Vinícius.

Já fazia um tempo sua mãe insistia no assunto de que brigar ou brincar de brigar era errado e que ele e seu primo deveriam parar como isso. Depois de um período pensativo, dispara:

-Mãe, posso te fazer uma pergunta somente??

A mãe, encantada com o vocabulário do filho, responde:

-Claro meu filho.

-Então por que as pessoas brigam tanto no mundo? Será que a mãe deles nunca disse isso para eles????”

Bom, é uma possibilidade...

Paraty de todos nós.

Ano passado fui à Paraty e amei. Esse ano vejo notícias de como será a FLIP e me empolgo novamente, puts, esse ano vai ser melhor que ano passado. Chico Buarque, Cristóvão Tezza e vários outros autores nacionais e estrangeiros. Vale a pena o passeio. A cidade, linda, fica mais excitante ainda. Seus restaurantes, suas ruas de pedra que rejeitam saltos altos (aviso desde já às mais elegantes) as pessoas, o clima, a energia literária, tudo se funde e transforma a cidade num mundo diferente nesses cinco dias de festa. Isso mesmo. O efe da sigla FLIP é de festa e não de feira, o que deixa o evento muito mais atraente e interessante. Uma festa entorno dos livros, no Brasil, em Paraty, a poucos anos seria impensada. Hoje, festas assim pipocam em várias cidades. Tem a de Recife, a de Porto de Galinhas, Uberlândia, Porto Alegre, Rio de Janeiro. O melhor, além da quantidade, é a qualidade de cada uma. Bons autores, ótimas palestras, instalações impecáveis e um público que aumenta a cada edição. Para mim, aspirante à escritora, é um alento tantas odes à literatura. Além do mais, vivemos num país onde a cultura é vista como despesa e não como investimento, um país onde não se comemora o dia do índio (eu sou da época em que fazíamos colares de macarrão pintado, cocar de papel e pintura no rosto) mas daqui há pouco haverá feriado para o dia de hallowen (olha eu dando idéia). Pois bem, num país como o nosso tem que se valorizar e prestigiar iniciativas como essas. E pra melhorar, a FLIP é em uma cidade cheia de história e beleza. É só chegar, pois Paraty é democrática e está lá, para você, para mim, para todos nós!!

Informações sobre a FLIP www.flip.org.br

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A bolsa e suas utilidades.

Depois de um período de quase um mês sem escrever aqui, volto com esse texto leve e despretensioso. Não escrevi não sei pq, mas relembro que esse período ausente não me faltaram assuntos. Pelo contrário. Penso esse tempo ser um dos mais marcantes desde que criei meu blog, visto que nele Barack Obama declarou todo seu amor e admiração por nosso presidente metafórico. Bom, nesse quesito Lula se superou e criou a pior delas, legalizando de vez o racismo as avessas. Para quem não se lembra, ele, delicadamente, culpou os brancos de olhos azuis pela crise financeira mundial. Pegando carona no humor, que se não fosse trágico, hilário seria, de Dan Stulbach e companhia, talvez a culpa seja de Roberto Justos, Fábio Assunção, Dagoberto do São Paulo, ou mesmo do próprio Dan. Ou melhor, do querido Reinaldo Silvestre. A escolha e de vocês... rsrsrsrsrsrs...
Bom, aqui vai o texto. Beijos e boa semana.
"Acordo atrasada. Pra variar. Óculos, celulares, maquiagem, cremes, escova de cabelo, livro para uma eventual fila, sombrinha, perfume, agenda. Ok, tudo está na bolsa. Tudo e mais um pouco. Tomo banho, me enfio na roupa e chispo pro carro. Ops, minha bolsa não combina com minha roupa. Volto correndo e depois de uma certa insegurança diante de tantas opções, escolho minha mais nova aquisição, uma linda “coral”. A cor da moda. Na verdade a outra combinava, já que a moda hoje, vai entender, é não combinar. No meio do caminho, ao me maquiar, lembro-me de escondê-la. Minha tática é a seguinte, coloco-a embaixo do banco de trás e na frente, comigo, deixo uma bolsinha, pequena e feia, fora de moda, como isca, pois caso um ladrão abusado pensar em levar minha mega bolsa, dará com os burros n’água. Pois bem, logo chego em meu primeiro cliente, minha bolsa dá seu show. As moças, eufóricas, queriam saber onde comprei, quanto paguei. Bom, sobre isso, achei-as indiscretas. Na verdade, a mulher não pergunta quanto a outra pagou apenas para ver se está dentro de seu orçamento, mas sim para ver quanto aquela outra desembolsou por um simples capricho. Isso é o verdadeiro status. Em todo caso, menti. Não se faz uma pergunta dessas à uma mulher. E claro que informei, fazendo cara de triste, que onde comprei minha preciosidade só havia esse exemplar. Produto artesanal sabe? Toda mulher tem o sonho de ter uma bolsa feita especialmente para ela. Não era esse o caso, mas a cara de frustradas- morrendo de inveja foi impagável. Passada a euforia sentei-me, coloquei minha coral no colo, como se ela me protege-se. É, a bolsa tem essa função também. Comece a reparar. Meu cliente me atendeu, fechamos negócio, e antes de nos despedirmos elogiou meu bom gosto. Por bolsas. Pareceu cantada, mas o elogio valeu. Durante o dia minha mais nova amiga chamou mais atenção do que eu, confesso. Tudo bem. Era essa a idéia mesmo. Até pq, ao olharem para ela, eu também era notada. Tudo meticulosamente pensado. Não se paga uma fortuna em uma bolsa original para que não chame atenção. Original, claro. Mico total bolsa, relógio ou qualquer outro acessório falsificado. Parcele em 36 vezes se for o caso. Mas não compre um falsiê. Até pq o prazer não é o mesmo. Não mesmo! E pior, se descobrirem seu golpe, sua reputação estará arranhada. Ou melhor, destruída. Olha, hoje sou mais comedida. Entretanto, ainda questiono-me de onde vem essa fissura por bolsas que toda mulher, umas mais outras menos, tem. Homens, esse é o tipo de prazer e sensação que talvez vocês nunca entenderão. Termino meu dia, deitada em minha deliciosa cama, observando meu tesouro e depois de constatar umas 45 bolsas em meu closet, termino esse texto comprometendo-me a não comprar mais nenhuma esse ano. Não preciso, tenho todas que quero e principalmente, preciso. Chega de exagero. Além do mais, em ano de crise é sempre bom fazer uma economiazinha... Ah, talvez vou abrir exceção para uma que acabei de ver no suplemento feminino, último grito da moda de acessórios, pequena, imitando a bolsa da bisavó, à tira-colo e com franjinhas. Linda! E além do mais, essa eu ainda não tenho. Vou encarar como investimento, que vai ficar de herança para minha filha, caso ela pense em abrir um brechó. Olha aí, mais uma utilidade para minhas queridas bolsas. Viu?!”

terça-feira, 24 de março de 2009

Eta amizade boa!!

Ontem, assistindo ao CQC, ótimo programa da Band, entendi o motivo pelo qual Luis Carlos Barreto produziu, sozinho, sem um centavo de nenhum governo, um filme sobre a vida de Lula: a mais pura e legítima amizade.

Mais serelepe do que nunca, José Dirceu comemorou semana passada seu aniversário junto com a alta cúpula do PT, e claro, Luís Carlos Barreto era um dos convidados, assim como Aldo Rebelo e o ilustre vice-prefeito de minha tão querida cidade, Frank Aguiar. Talvez, foi em uma dessas festas que Luís Carlos e seu filho Fábio Barreto, diretor do filme, conversando com seus amigos, tiveram a genial ideia de fazer o filme e lançá-lo em ano eleitoral. Para o companheiro José Dirceu não poderia ter havido melhor presente. Eta amizade boa!!

Que criatividade...

"O Sr. Guilherme estava feliz, brincando com uma bola de massinha grudada em cima de um pedaço de papelão e um cordão a puxar o simples brinquedo. Minha mãe, vendo a cena, inocentemente interpela-o:
-Que lindo seu cachorrinho Gui...
-Que cachorrinho vó! Isso é um papel, um cordão e uma massinha."
Pois é...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Fim de Expediente.

Para quem gosta do programa "Fim de Expediente", aqui vai uma dica boa:
"O "Fim de Expediente" volta com suas edições com plateia no dia 27 de março. Desta vez, a convidada é a atriz Marisa Orth.
Você é nosso convidado!
A partir de agora os ingressos serão distribuídos diretamente na bilheteria do Teatro Eva Herz, da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, à Av. Paulista, 2073, a partir das 17h do dia do programa. Após o encerramento da carga de ingressos, os interessados poderão retirar senhas de espera. A partir das 18h45, os lugares que permanecerem vagos no teatro serão ocupados pelos detentores destas senhas."
Eu vou. Vamos!?!?!

Pretensão.

“Pretenso fazer de minha literatura um mergulho nas entranhas e um voo nas alturas da alma humana. Sinto não conseguir, mas não quero, não quero minha escrita rasa e confusa. Sei que demorarei para chegar ao estilo ideal, se é que isso existe, mas me empenho. Ao fechar meus olhos sinto que uma energia vibrante e altamente a contagiante me guia. E se isso for Deus, quero ser tomada por ele.”

Bom fim de semana.

Parece piada...

Reputação.

Durante muito tempo me preocupei com o que os outros pensavam de mim. Ok. Ainda me preocupo. Mas hoje, esse negócio de paranóia é mais comedido. Nem ligo pro que pensam os motoristas que eventualmente eu fechei (é, eu me preocupava até com isso), com a mulher da fila do banco que me vê sem nem um batonzinho, com o frentista por eu colocar a fortuna de R$7,50 de gasolina (eu já fiz isso vááárias vezes), com o moço bonito do trânsito ao ver-me dirigindo o fusquinha do meu irmão (não desmerecendo o fusquinha, claro). Ora ora, é muito narcisismo pensar que todos estão de olho em você. Hoje gasto meu tempo e embranqueço meus cabelos com assuntos mais importantes, como a opinião de meus leitores, dos meus credores, dos meus pais, irmãos, amigos, inimigos. Inimigos não. Não que eu tenha a ilusão de que agrado a todos, mas quando falo essa palavra inimigo, fica parecendo que sou uma personagem de desenho animado, de realidade fantástica, tipo mutantes. Não gosto.

Hoje saio de casa sem perfume, de chinelo, digo o que penso, às vezes não digo, choro ao assistir uma reportagem de como o Ronaldo se superou (nessa, foi eu que me superei), posto o que eu quiser em meu blog, sem medo. Esse lance de conceito, reputação, aprisiona o peão. Eu nem ligo se pensam que eu fiz plástica e engordei. Se tomo cerveja com meu marido no boteco, se leio desde Machado até Caras. Se minha roupa não está combinando. Se eu assistia à “Casos de família” (brega pacas, mas eu adorava). Se todos pensam que meu marido me trai só pq ele é extremamente carinhoso e grudento, tipo chiclete (eu ADOROOOOO). Se sou a primeira a chegar nas festinhas, principalmente de criança. Não ligo pra um monte de coisas que eu ligava. Que babaca eu era.

Honestamente sinto-me mais leve e bem mais livre em dar satisfação apenas aos meus pais, ao meu marido, filhos, irmãos, aos meus amigos e a mim mesma... Tá bom, assumo que na verdade continuo presa à essa besteira de manter minha reputação em dia. E quem não está? Quem?

Lula, o Filho do Brasil!!!

Ontem assisti à gravação da cena do primeiro casamento do presidente Lula, rodada aqui em São Bernardo, na charmosa capelinha de Santa Filomena. Essa cena marcou o fim das gravações do filme "Lula, o Filho do Brasil", do cineasta Fábio Barreto, que concorreu ao Oscar com "O Quatrilho". O elenco presente demonstrou simpatia e muita satisfação em rodar um filme sobre Lula. Glória Pires, que interpreta dona Lindu, mãe de Lula, era toda simpatia e sua filha Cléo Pires (linda!) representou sua primeira mulher. Confesso que adorei assistir à toda "bagunça" criada para gravar uma cena de, no máximo, dois minutos.
Entretanto, o que mais me chamou atenção foi o ineditismo da empreitada. Esse é o primeiro filme sobre um presidente da república em exercício. O que muda tudo. Principalmente ao que se refere à época em que o filme será lançado, simultaneamente em toda América latina: início de 2010, ano de eleições presidenciais!
O orçamento do filme é relativamente alto para os padrões do cinema brasileiro. Foram cerca de 15 milhões de reais que Barreto (o pai, o também cineasta Luís Carlos Barreto) obteve sem subsídio municipal, estadual ou federal, na tentativa de evitar inevitáveis críticas. Não conseguiu. Não tem como não notar a providencial coincidência de datas, visto que a história de vida de Lula é recheada de momentos emocionantes, o que transforma o filme na receita ideal para aumentar e segurar qualquer popularidade e eleger seu sucessor, principalmente em meio a uma crise e em ano de eleição.
Bingo!

terça-feira, 17 de março de 2009

Só para descontrair...

Olha, sempre fui fã confessa de Marcio Garcia. Claro, aos 38 anos aparentar uns 28, 30, não é para qualquer um. Entretanto, sem saber se é ele ou seu personagem Bahuan que está enfadonho, sinto em admitir, mas o Raj de Rodrigo Lombardi (ex-descamisado) está maravilhoso!! Are baba!!! Ou melhor, ô lá em casa!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Uma conversinha muito peculiar.

Fazendo de conta que o Lula fala inglês ou que o Obama fala português, o que seria mais provável, descrevi essa conversa:
"-Bom dia, mister Lula.
-Bom dia Osama, ops, Obama. É um prazer nunca imaginado antes na história de minha vida, conhecer um presidente dos EUA, que teve sua origem no povo, como eu tive. Tenho certeza que nossa relação será muito prazerosa...
-Mister Lula, fico também muito honrado com sua visita.
-Se convidar, nois viremo outras vezes. Com certeza.
-Mister Lula, quais são suas reivindicações, mas principalmente suas ideias em relação à crise financeira mundial?
-Primeiramente, essa crise não pode ser chamada de mundial, pois ela foi gerada por apenas alguns países, mas como sempre, quem paga o pato é a gente, mesmo tendo feito a lição de casa direitinho. Mas indo direto ao ponto, pois não sou homem de rodeios, defendo a estatização dos bancos para que o dinheiro volte ao mercado. Mas já deixo claro que essa ideia não foi meu amigo Fidel quem me sugeriu não. Nem o Dirceu. Bom, outra reclamação é o fim do protecionismo, pois só assim poderemos negociar melhor o biocombustível e seus derivativos, como uma cachacinha boa de Minas que tenho lá em casa, você precisa experimentar.
-Ok, Mister Lula. Vamos conversar melhor sobre esse assunto depois, por intermédio de nossos secretários. But, ouvir dizer que você sugeriu que a melhor pessoa para por um ponto final na crise seria um tal de Ronaldo...
-Obama meu amigo, bem se vê que o senhor não conhece nossa cultura, nossas riquezas. O tal Ronaldo é o salvador da pátria, o cara que vai salvar da crise, mas não o mundo, e sim o Corinthians. Pra se ter uma idéia, entre seus amigos ele é conhecido como presidente, tão grande é sua capacidade de liderança. Mas cá pra nóis, como é que o senhor não conhece o Corinthians? Ele é o único campeão mundial reconhecido pela Fifa!
-Não sou muito chegado a football. Prefiro outros esportes. Mas voltando ao assunto, aos EUA interessa muito o mercado brasileiro e uma boa relação com toda a América Latina. Esperamos contar com sua ajuda nessa missão.
-Companheiro Obama, estou convencido de que o mais importante agora é a gente não ficar dando dinheiro aos bancos, pois eles não estão repassando essa ajuda para a população, mas isso na verdade sempre foi assim né?! Outra coisa, se precisar de uma ajudazinha com essas pessoas que estão ficando sem moradia, principalmente no estado da Califórnia, manda seu pessoal para o Brasil ver como fazemos com nossos moradores de rua e como montamos uma favela. Tem também o bolsa-família, que não ajuda muito, é verdade, mas com certeza garantirá a sua reeleição.
-Mister Lula, fico feliz em saber que os EUA podem contar com sua ajuda e compreensão. E também ouvi dizer que tenho muitos amigos no Brasil, it´s true?
-Se é tru, eu não sei, mas que no Brasil a população gosta de um negão que venceu na vida, isso gosta. Principalmente um negão boa pinta como você.
-Ok, ok, rsrsrs. Aqui está uma Constitution Box , uma lembrancinha de nossa evoluída e enxuta constituição. Espero que goste.
-Claro, obrigado. Nossa, como ela é pequena, né?! E pensar que aqui dentro estão todas as leis que regem esse país... Impressionante! Bom aqui está um prisma feito de pedras brasileiras. Assim o senhor não precisa comprar de nenhum contrabandista sem vergonha. É lindo! Espero que sua esposa também goste
-Of course, mister Lula. Obrigado por sua visita e pelo lindo presente.
-De nada. Olha, vou voltar mais vezes. E dá próxima vou trazer minha esposa, ela adora dar umas voltas por aí.
Os dois se abraçam, batem nas costas um do outro e mais tarde, fazem o seguinte comentário aos seus assessores, respectivamente:
-Esse cabra é bom! Vamos nos dar muito bem, pois ele me escuta, gosta de minhas idéias e me deixa falar. Estou convencido do sucesso de nossa amizade.
-Gostei do Mister Lula, apesar de ele falar demais...”

quarta-feira, 11 de março de 2009

Saudade...

Por também sentir uma saudade que não se traduz em palavras, rendo-me a essa homenagem à minha amada prima Rosana. Nega, te amo!
"Saudade é palavra, palavra que não se traduz para o inglês, palavra que diz tanto de umasó vez. Palavra que não vê nem sexo e nem cor, e que injustamente é ligada a dor.
Carinho é palavra, palavra que não se traduz para o inglês, palavra da qual preciso diae mês. Palavra que distingue classe de cor, e que justamente por isso traz dor.
Paixão é palavra, palavra que não se traduz para o inglês, palavra que diz “I Love you”vezes 3. Palavra que corta em etapas o amor, e que quase nunca acompanha pudor.
Amor é a palavra, palavra usada demais em inglês, palavra de impacto só em português.Palavra que não vê nem sexo e nem cor, que basta por si só sem tirar nem pôr."
Alex Goés

terça-feira, 10 de março de 2009

Olha a onda, olha a onda!!!

Mesmo depois da divulgação, hoje, de que o PIB brasileiro recuou 3,6% no último trimestre de 2008, da previsão de crescimento para esse ano na casa que varia de 0% a 1,5%, e da certeza de que amanhã, na reunião do COPOM a diminuição dos juros será de no máximo 1,5 pontos, ainda tem gente dizendo que a onda da crise não nos pegou. Imagina se tivesse pegado...

Quero.

"Quero começar uma caminhada e não querer parar na metade. Quero emagrecer a ponto de aos 35 anos estar usando uma calça 40. Tá bom, 42. Quero ser sempre disputada por minhas amigas. Ser mais determinada e paciente. Quero fazer aula de jardinagem. Conhecer um pouquinho de Chinês. Quero fazer tantos quantos forem possíveis cursos de filosofia. Fazer um curso básico de enfermagem. Quero conhecer a redação de um jornal e uma gráfica. Pintar um bom quadro. Escrever um livro sobre meu pai. Ou melhor, sobre nossa família. Quero sair de balada com meus sobrinhos quando forem mais velhos. Quero querer gostar do primeiro namorado de minha filha. Quero não repetir as refeições. Fazer um bom roteiro de um filme. Quero poder ir ao Rio de Janeiro sem medo. Quero ter uma casa ecologicamente correta. Organizar uma mega exposição das fotos de minha mãe. Quero fazer uma festa de casamento, pois a minha foi lamentável. Quero saber costurar, tricotar e bordar. Quero que algum dia alguém bem famoso me diga: “Sou seu fã”. Quero aprender a fazer massa fresca e molho com tomate e manjericão. Quero bater um super papo com algum inglês. Em inglês, of course. Quero ser religiosa, sem parecer brega. Quero aprender a criticar. Com estilo. Quero ficar casada 75 anos. Quero muito poder fazer uma festa, daqui há alguns anos, e reunir pessoas que passaram em minha vida. Amigos ou não. Quero dirigir uma cegonha (aquelas carretas que levam carros). Quero aprender física quântica e metafísica. Ou pelo menos saber ao que elas se referem. Quero envelhecer ao lado de meus irmãos e sempre entrar na piscina com eles. Quero, um dia, gostar de passar roupa. Compor uma música contagiante para minha filha musicar e cantar. Quero fazer um livro apenas com os desenhos de meu filho. Montar uma biblioteca comunitária. Quero conseguir escrever para o exigente público infantil. Quero fazer trabalhos voluntários sem que eles pareçam ser voluntários. Quero passar a tarde com minha avó e faxinar sua casa. Reunir minhas primas, todas, para contarmos, umas às outras, o que se passou nos últimos 15 anos. Quero sempre me arrumar pensando em meu marido. Quero fazer um bolo de chocolate e nem ligar para ele. Ou comer só um pedacinho. Quero enfim, entender mais a mim, para cada dia entender mais aos outros. E quero mais Ser do que Ter. Isso é o que mais quero."